Chegar ao aeroporto com tempo de sobra e conseguir entrar em uma sala VIP muda completamente a experiência de viagem. Para quem viaja com frequência a negócios ou a lazer em padrão premium, o lounge funciona como extensão do escritório, espaço de descanso qualificado e transição planejada para o voo. Mas a pergunta que a maioria dos viajantes faz, e raramente recebe resposta completa, é: quem realmente tem direito a sala VIP no aeroporto?
A resposta não é simples porque o acesso ao lounge não é um benefício único e padronizado. Depende da combinação entre perfil do viajante, tipo de passagem, cartão utilizado, programa de fidelidade, aeroporto de embarque e regras de cada sala específica.
Dois passageiros com cartões da mesma bandeira podem ter elegibilidades completamente diferentes, e um executivo que entrou sem problema em março pode ser barrado em outubro se o banco tiver revisado o benefício no meio do caminho.
Este guia cobre a jornada completa: o que é o lounge, quem pode entrar, como confirmar a elegibilidade antes de viajar, o que costuma dar errado e como garantir acesso ao melhor lounge disponível na sua rota.
O que é uma sala VIP no aeroporto
Uma sala VIP, também chamada de airport lounge ou lounge executivo, é um ambiente reservado dentro do terminal que oferece conforto, privacidade e serviços diferenciados a um grupo específico de passageiros. Diferente da área pública do aeroporto, o lounge opera como espaço controlado, com capacidade limitada e critérios definidos de entrada. A presença no aeroporto não garante nada, é preciso ter uma forma válida de elegibilidade.
Existem três tipos principais de lounge, e entender a diferença é fundamental para saber o que esperar em cada aeroporto:
- Lounge de companhia aérea: operado diretamente pela empresa, geralmente reservado a passageiros de cabine premium ou membros elite do programa de fidelidade. A LATAM mantém lounges próprios em Guarulhos e no Galeão, a GOL opera o GOL Premium Lounge em terminais selecionados. São os espaços mais exclusivos e costumam ter a melhor experiência do terminal.
- Lounge de bandeira: operado por redes como Priority Pass, LoungeKey, DragonPass ou Visa Airport Companion, programas que reúnem centenas ou milhares de salas ao redor do mundo sob uma mesma credencial. Geralmente vinculados a cartões premium.
- Lounge independente: operado por terceiros sem vínculo direto com companhia aérea ou cartão, aceitando day pass avulso ou determinados programas.
Em aeroportos como Miami e Heathrow, os três tipos coexistem, formando um ecossistema onde cada passageiro precisa saber exatamente qual credencial é aceita em qual espaço. O Centurion Lounge da American Express, presente nos Estados Unidos e em expansão global, representa um modelo híbrido: lounge de bandeira operado com padrão de companhia aérea premium.
Quem tem direito a sala VIP: os quatro caminhos de acesso
O acesso a lounges se organiza em quatro mecanismos distintos, cada um com seus próprios requisitos, limitações e vantagens. Conhecer todos eles é o primeiro passo para garantir o acesso planejado, sem surpresas.
| Forma de acesso | Requisitos | Custo | Vantagens | Limitações |
|---|---|---|---|---|
| Classe Executiva ou Primeira Classe | Passagem elegível (emitida ou com milhas) | Elevado ou via resgate de milhas | Lounge da própria companhia, melhor padrão disponível | Restrito ao bilhete e à companhia emissora |
| Cartão Premium | Cartão elegível ativo com benefício vigente | Anuidade do cartão | Flexibilidade em múltiplas redes e aeroportos | Limite de visitas, regras do emissor, cadastro prévio |
| Status Elite em programa de fidelidade | Nível Gold, Platinum ou Diamond ativo | Fidelização ao longo do tempo | Benefícios contínuos, acesso em alianças globais | Depende de manutenção do status anual |
| Day Pass avulso | Pagamento no momento do acesso | R$ 80 a R$ 250 (doméstico) ou US$ 30 a 50 (internacional) | Acesso imediato sem cartão ou status | Custo elevado, nem sempre disponível |
Passageiros de classe executiva ou primeira classe
O acesso pelo bilhete de cabine premium é o mais direto e, em geral, o mais completo. Passageiros em executiva ou primeira classe têm o lounge incorporado ao próprio bilhete, sem necessidade de cartão ou programa adicional. Vale para voos da LATAM, GOL, Azul e das principais companhias internacionais com operação no Brasil, como Qatar Airways, Emirates, Lufthansa, Air France, TAP, British Airways e Turkish Airlines.
O que muita gente não sabe é que esse mesmo acesso vale para bilhetes de executiva emitidos com milhas. Ao resgatar pontos do LATAM Pass, Smiles, cujo Milheiro Smiles vale a pena calcular antes de qualquer resgate, ou Azul Fidelidade para voar em executiva, o passageiro recebe o mesmo acesso de quem comprou o bilhete pago. Em voos internacionais das alianças oneworld ou Star Alliance, o direito ao lounge pode se estender a salas parceiras ao longo de conexões, desde que o itinerário esteja no mesmo bilhete.
A distinção mais importante aqui é entre o lounge da companhia aérea e o lounge genérico do terminal. Um passageiro com executiva da Qatar Airways embarcando em Doha acessa o Al Mourjan Business Lounge, um dos espaços mais sofisticados do mundo, com mais de 10.000 m². O mesmo passageiro com executiva da LATAM em Guarulhos acessa o lounge LATAM do Terminal 3. A qualidade varia, mas o princípio é o mesmo: o bilhete é a credencial.
Portadores de cartões de crédito premium
O segundo caminho é o mais democrático em termos de perfil, porque depende do cartão, não do bilhete. Diferentes cartões dão acesso a diferentes redes, e entender qual rede está vinculada ao seu cartão é essencial para saber onde você pode entrar.
Portadores de Mastercard Black têm acesso à rede LoungeKey, operada

pelo Collinson Group, com cobertura global em salas como GRU, GIG, BSB e os principais hubs internacionais. Para Visa Infinite, o acesso é feito exclusivamente pelo Visa Airport Companion, também do Collinson, mas com interface e cadastro próprios. Portadores de Elo Nanquim acessam a rede DragonPass, que tem crescido entre bancos digitais brasileiros como C6 e Inter.
Cartões American Express Platinum dão acesso ao Priority Pass, com número de visitas variando por banco emissor. O American Express Centurion é o cartão com o acesso mais privilegiado: além do Priority Pass, inclui entrada nos exclusivos Centurion Lounges, com espaços conhecidos pela gastronomia assinada, bar com coquetéis artesanais e ambientes de trabalho de alto padrão.
| Cartão | Programa de lounge | Visitas incluídas | Cobertura para acompanhante |
|---|---|---|---|
| Mastercard Black | LoungeKey | Varia por banco emissor* | Paga por acompanhante em geral |
| Visa Infinite | Visa Airport Companion | Varia por banco emissor* | Paga por acompanhante em geral |
| Amex Platinum | Priority Pass | Varia por banco emissor | Paga por acompanhante (via Priority Pass) |
| Amex Centurion | Priority Pass + Centurion Lounge | Amplo, sujeito a revisão* | Acompanhantes incluídos em geral |
| Elo Nanquim | DragonPass | Varia por banco emissor | Paga por acompanhante |
Membros de programas de fidelidade com status elite
O terceiro caminho é o acesso por status. Companhias aéreas estruturam seus programas em categorias progressivas, e os níveis mais altos garantem lounge mesmo em voos de classe econômica. No Brasil, os principais programas são o LATAM Pass (Gold e Platinum), o Smiles da GOL (Gold e Diamante) e o TudoAzul da Azul (Topázio, Safira e Diamante), cujo Milheiro Azul vale a pena acompanhar antes de qualquer resgate de status.
A grande vantagem do status elite é a abrangência dentro das alianças. Um membro Platinum do LATAM Pass é reconhecido como passageiro elite em todas as companhias da oneworld, incluindo British Airways, Iberia, American Airlines e Japan Airlines, com acesso a lounge nos voos dessas companhias ao redor do mundo.
Membros elite da Star Alliance, via Lufthansa, Swiss, United ou outras parceiras, têm acesso a lounges dos parceiros da aliança em Heathrow, Frankfurt e Zurique.
Para quem viaja pela Europa com frequência, o Flying Blue, da Air France e KLM, oferece um dos programas de status mais flexíveis, com acesso em Amsterdã e Paris. O ponto crítico aqui é a manutenção: o nível elite precisa ser renovado anualmente com volume mínimo de pontos ou segmentos de voo. Quem viajou intensamente em um ano e reduz a frequência no seguinte pode perder o status.
Pagamento avulso via day pass
O day pass é o caminho sem vínculo prévio: qualquer passageiro com voo no mesmo dia pode comprar o acesso diretamente, pelo aplicativo do programa ou no balcão da sala. Para lounges domésticos no Brasil, os valores costumam ficar entre R$ 80 e R$ 250. Para lounges internacionais, a faixa habitual fica entre US$ 30 e US$ 50 por pessoa.
É um caminho especialmente útil em situações pontuais: uma viagem esporádica, um acompanhante sem elegibilidade pelo cartão, ou um voo em conexão em um aeroporto desconhecido. A compra pelo aplicativo Priority Pass é a forma mais conveniente, já que permite verificar disponibilidade, reservar o acesso e apresentar o QR code na entrada.
Algumas salas limitam a venda de day passes em dias de alta ocupação, por isso a compra antecipada pelo app é sempre recomendada.
Priority Pass, LoungeKey, DragonPass e Visa Airport Companion: qual a diferença
Os quatro programas cumprem a mesma função, ser a credencial de acesso a uma rede de lounges, mas diferem em cobertura, forma de acesso, vínculo com cartões e experiência de uso. Entender essas diferenças ajuda a confirmar se o seu cartão realmente cobre o lounge que você quer usar.
Isto é, o Priority Pass é o maior e mais consolidado programa de lounge independente do mundo, com mais de 1.300 salas em mais de 140 países. Vinculado principalmente a cartões Amex Platinum e Centurion, mas também presente em cartões de outros emissores. O acesso é feito pelo cartão físico ou pelo aplicativo, que também permite compra de day passes.
O LoungeKey é operado pelo mesmo grupo do Priority Pass e tem cobertura similar, mas é distribuído principalmente por cartões Mastercard Black no Brasil. O acesso padrão é feito pelo cartão físico, embora o app esteja disponível. Em Guarulhos, cobre salas nos Terminais 2 e 3, incluindo o hub que detalhamos nas avaliações sobre a sala VIP Mastercard Black.
Já o DragonPass tem crescido no mercado brasileiro, especialmente via bancos digitais, com foco em Ásia, Europa e América Latina, e parcerias com C6 Bank, Inter e outros emissores. A experiência é toda gerenciada pelo aplicativo.
O Visa Airport Companion é exclusivo para portadores de Visa Infinite e funciona somente via aplicativo, sem cartão físico de acesso. É preciso baixar o app, cadastrar o cartão, verificar a cobertura e gerar o código antes de chegar ao lounge. Esse detalhe é uma das principais causas de bloqueio para portadores de Visa Infinite que chegam sem o app configurado.
| Programa | Cobertura estimada | Forma de acesso | Cartões vinculados no Brasil | App obrigatório? |
|---|---|---|---|---|
| Priority Pass | Mais de 1.300 salas, 140 países | Cartão físico ou app | Amex Platinum, Amex Centurion, selecionados | Não |
| LoungeKey | Mais de 1.000 salas, cobertura global | Cartão físico ou app | Mastercard Black (maioria dos bancos) | Não |
| DragonPass | Mais de 1.000 salas, foco Ásia/Europa/LatAm | App | Elo Nanquim, C6, Inter e outros | Sim |
| Visa Airport Companion | Mais de 1.000 salas, cobertura global | Exclusivamente via app | Visa Infinite | Sim |
Como saber se você realmente tem direito ao acesso
Ter um cartão premium ou status em programa de fidelidade não é garantia automática de acesso. O direito precisa ser verificado antes da viagem, de preferência em casa, não na fila da sala VIP. Existem quatro formas práticas de confirmar a elegibilidade:
- Consultar o app do programa, inserindo o código IATA do aeroporto (GRU, GIG, BSB, LHR, DXB) para ver salas cobertas, horários, serviços e saldo de visitas.
- Ligar para o banco emissor quando houver dúvida sobre o benefício estar ativo, quantas visitas já foram usadas, ou se houve alteração de política recente.
- Conferir a categoria do cartão, já que nem todo Mastercard ou Visa dá acesso a lounge, o benefício está vinculado a categorias específicas.
- Checar a classe tarifária do bilhete, e não só o assento físico, já que algumas passagens Premium Economy não incluem lounge mesmo com mais conforto.
Em aeroportos grandes como Guarulhos, com seus Terminais 2 e 3, lounge no terminal errado significa acesso negado, então vale sempre confirmar a sala específica antes de sair de casa.
Muitos bancos também alteram as condições de lounge ao longo do contrato, reduzindo visitas ou introduzindo exigências de gasto mínimo, sem sempre comunicar isso de forma proativa ao titular. E para acesso via bilhete de cabine premium, upgrades de última hora no check-in nem sempre transferem o direito ao lounge que seria válido para o bilhete de executiva originalmente comprado.
Por que algumas pessoas são barradas na sala VIP

Chegar ao lounge esperando acesso e ser barrado é uma experiência que um bom planejamento evita por completo. Os motivos de negativa seguem um padrão consistente, e conhecê-los antecipadamente elimina a maior parte do risco.
- Benefício expirado ou cancelado pelo banco. A tendência de 2025 e 2026 é de revisão dos benefícios de lounge pelos grandes bancos brasileiros, reduzindo visitas, limitando acompanhantes e, em alguns casos, descontinuando o acesso para determinadas versões do cartão. Um executivo com acesso ilimitado por dois anos pode se deparar com o benefício cortado sem comunicação clara.
- Cadastro não realizado. Programas como o Visa Airport Companion e o DragonPass exigem cadastro prévio no app. Sem isso, o acesso é negado mesmo com o cartão físico em mãos. É um erro evitável, o cadastro leva menos de cinco minutos e deve ser feito em casa, não na fila com o voo partindo em uma hora.
- Limite anual de visitas atingido. A maioria dos cartões premium oferece um número limitado de visitas gratuitas por ano, que varia por banco. Uma vez atingido o limite, o acesso passa a ser cobrado por visita adicional. Monitorar o saldo pelo app é a forma mais eficiente de gerenciar esse recurso.
- Acompanhante sem cobertura. A regra padrão da maioria dos programas é que o acompanhante adulto paga como entrada adicional, geralmente entre US$ 32 e US$ 50 por pessoa. Crianças até 12 anos costumam entrar gratuitamente sem consumir visita; a partir dos 13 anos, o jovem é tratado como adulto.
- Cartão inelegível para aquela sala específica. Um lounge que aceita Priority Pass pode não aceitar LoungeKey, e vice-versa. Verificar no app se a sala específica do terminal está coberta pelo seu programa evita o constrangimento de ser redirecionado a outra sala.
- Regras específicas do lounge. Restrições de horário, exigência de boarding pass do mesmo dia, ou limite de tempo de permanência. Em GRU Terminal 2, por exemplo, algumas salas não aceitam passageiros domésticos com cartão de lounge internacional.
Regras de acompanhantes, crianças e vigência anual
Ter o cartão certo é necessário, mas não suficiente. Um conjunto de regras operacionais, algumas pouco conhecidas pelos portadores, pode invalidar o acesso mesmo para quem tem o cartão premium em mãos com o benefício ativo.
O padrão da indústria para acompanhantes é claro: adultos pagam, entre US$ 32 e US$ 50 por entrada adicional na maioria dos programas. Crianças até 12 anos entram gratuitamente e, em geral, não consomem visita; a partir dos 13, o jovem é tratado como adulto. O mercado brasileiro tem exceções relevantes nesse ponto: o Itaú Personnalité The One inclui 12 acessos gratuitos por ano para acompanhantes via LoungeKey, e o Itaú Private The One amplia esse número para 20 acessos por ano*, diferente do que alguns comparativos generalizam ao citar “20 convidados” sem diferenciar o segmento do cliente.
A vigência das visitas pode ser calculada por ano civil, de janeiro a dezembro, ou pelo aniversário do cartão, dependendo do banco. Isso importa: quem adquire o cartão em outubro tem só três meses de uso antes do corte se a vigência for por ano civil. O saldo não acumula entre períodos, e visitas não usadas se perdem. Em 2025 e 2026, a tendência entre bancos brasileiros tem sido justamente a de cortar o número de visitas gratuitas e eliminar o acesso ilimitado que alguns cartões ofereciam antes.
Também vale observar como voos domésticos e internacionais são tratados de forma distinta. Em Guarulhos, o Terminal 2 opera voos domésticos e o Terminal 3 opera voos internacionais, e algumas salas estão fisicamente em um terminal sem aceitar passageiros do outro. Certos programas ainda têm restrições explícitas por tipo de voo. A consulta prévia no app, confirmando terminal e tipo de voo aceito, evita a surpresa na porta do lounge.
O que está incluso na sala VIP
Para quem ainda não acessou um lounge, ou quer avaliar se o benefício justifica a anuidade do cartão, entender o que está disponível dentro da sala é parte central da decisão. O padrão varia entre lounges básicos e premium, mas há um conjunto de serviços que define a experiência típica de um lounge de qualidade.
- Alimentação e bebidas, a âncora da experiência: buffet frio e quente conforme o horário, além de bebidas alcoólicas e não alcoólicas. Os melhores lounges do mundo, como o Al Safwa da Qatar Airways em Doha ou o Centurion Lounge da Amex em Nova York, elevam esse padrão com cardápios assinados por chefs e coquetéis artesanais.
- Wi-Fi de alta velocidade e estações de trabalho, que fazem do lounge uma extensão do escritório para quem tem reuniões antes do embarque ou documentos a revisar. Alguns lounges disponibilizam salas de reunião privativas.
- Duchas e amenidades, presentes em lounges de nível intermediário e acima, especialmente valorizadas em conexões longas. Em Dubai, os lounges da Emirates oferecem duchas de padrão hoteleiro.
- Espaço infantil, presente em lounges familiares e terminais de alto fluxo, reduzindo o estresse da espera para quem viaja com filhos pequenos.
Para quem já planeja o resto da viagem, vale resgatar milhas para reservar hotel usando o mesmo saldo que garante o acesso ao lounge.
Os melhores lounges do mundo acessíveis com cartão ou milhas brasileiras
Para o executivo ou empresário brasileiro em viagens internacionais, alguns lounges representam o padrão máximo da experiência aeroportuária, acessíveis tanto pela emissão de bilhetes premium com milhas quanto por determinados cartões.
O Al Safwa First Class Lounge, no Aeroporto Internacional de Hamad, em Doha, é consistentemente listado entre os melhores lounges do mundo, com mais de 1.000 m², quartos privativos, restaurante à la carte, spa e adega de vinhos de colecionador.
É acessível exclusivamente a passageiros de primeira classe da Qatar Airways, por bilhete pago ou emissão de milhas via Privilege Club ou parceiros como a Smiles. O Al Mourjan Business Lounge, voltado à classe executiva, é igualmente excepcional e bem mais acessível via resgate de milhas.
O Emirates First Class Lounge, em Dubai, é outro marco da hospitalidade aeroportuária, com bares, restaurantes, spa com tratamentos incluídos e, em alguns terminais, piscina. Acessível a passageiros de primeira classe da Emirates, por bilhete pago, emissão com Emirates Skywards Platinum, ou resgate com milhas Smiles em parceria com a companhia.
Para quem passa por Dubai em conexão, hub central entre o Brasil e a Ásia, Oriente Médio e partes da África, esse lounge transforma uma escala em uma pausa de alto padrão.
Os Centurion Lounges da American Express, presentes em aeroportos como Nova York, Miami, Los Angeles e Dallas, respondem ao mercado de lounge premium independente com gastronomia assinada e design sofisticado.
O acesso é exclusivo para Amex Platinum e Centurion. Para o viajante brasileiro em conexão em Miami, um ponto frequente para voos da American Airlines, é um destino dentro do próprio aeroporto.
Como a gestão estratégica de milhas garante o acesso ao melhor lounge
Há uma diferença fundamental entre ter um cartão com acesso a lounge e voar em executiva com milhas com acesso ao melhor lounge da rota. No primeiro caso, o passageiro entra em uma sala genérica associada ao programa do cartão. No segundo, acessa o lounge operado pela própria companhia aérea, com padrão superior e serviços mais completos alinhados ao nível do bilhete.
Um bilhete de executiva da LATAM emitido com milhas do LATAM Pass garante acesso ao LATAM Lounge em Guarulhos, não ao lounge genérico do terminal. Um bilhete de executiva da Qatar Airways resgatado com Smiles garante acesso ao Al Mourjan em Doha, não apenas a qualquer sala coberta pelo Priority Pass.
A diferença de experiência é significativa, e o custo em milhas para essa emissão costuma ser inferior ao valor pago em tarifa cheia pela mesma cabine.
Para uma família de quatro pessoas em viagem internacional, o cálculo do retorno é revelador. Oito entradas em lounge internacional a US$ 50 cada somam US$ 400, algo em torno de R$ 2.200. Se todas fossem adquiridas como day pass, o custo superaria facilmente o valor de um ano de anuidade de um cartão premium, e isso sem contar que uma emissão de executiva com milhas bem gerenciada pode colocar toda a família em cabine premium com lounge da companhia, refeições incluídas, bagagem despachada e assento reclinável, por uma fração do custo da tarifa paga.
A gestão estratégica de milhas não é sobre acumular pontos. É sobre usá-los no momento e na forma que maximiza o valor real recebido. Um Private Banker de Milhas que conhece as regras de emissão de cada programa, os parceiros de transferência e as janelas de disponibilidade de assentos garante acesso consistente ao melhor lounge de cada rota, sem que o executivo precise gastar tempo entendendo como funciona cada programa.
A FirstClass, o Private Banker de Milhas e Viagens do Brasil, executa exatamente esse trabalho:
- Identifica as melhores emissões disponíveis para cada rota e cada momento.
- Gerencia os programas de fidelidade ativos do cliente, monitorando bônus e vencimentos.
- Garante que cada viagem aconteça no padrão correto, assento, lounge, companhia e rota alinhados ao perfil e à agenda do cliente.
Para empresários, diretores e executivos que valorizam o próprio tempo como o recurso mais escasso, delegar essa gestão costuma ser a decisão mais rentável. Fale com um especialista da FirstClass para uma análise do seu perfil de viagens.
Perguntas frequentes sobre acesso à sala VIP
1.Passageiro de classe econômica pode entrar na sala VIP?
Sim, mas não pelo bilhete. Um passageiro de econômica pode acessar o lounge com um cartão premium elegível com visitas disponíveis, um status elite ativo que inclua o benefício, ou comprando um day pass no embarque. O bilhete de econômica, sozinho, não garante acesso a nenhum lounge.
2.Posso usar a sala VIP em voo de conexão?
Depende das regras do lounge e do programa. Em geral, o boarding pass do voo do mesmo dia é exigido, seja de origem ou conexão. Em hubs como Doha ou Dubai, os lounges das próprias companhias aceitam passageiros em conexão elegível, tornando a escala uma oportunidade de uso do lounge premium.
3.Qual cartão dá mais acessos gratuitos ao lounge no Brasil?
O Amex Centurion lidera em amplitude de benefícios, com Priority Pass e Centurion Lounges. Entre os cartões de acesso mais generoso para acompanhantes, o Itaú Private The One se destaca com até 20 convidados por ano, e o Itaú Personnalité The One com 12*. Para quem prioriza flexibilidade geográfica, o Amex Platinum entrega o Priority Pass com mais de 1.300 salas globais.
4.Como saber quais salas aceitam meu cartão?
A forma mais confiável é o aplicativo do programa vinculado ao cartão. No Priority Pass, Visa Airport Companion e DragonPass, basta pesquisar pelo código do aeroporto para ver quais salas estão cobertas, os terminais correspondentes e as condições de acesso.
5.O acesso ao lounge inclui alimentação e bebidas?
Na maioria das salas, sim, com buffet ou serviço à la carte dependendo do nível, além de bebidas alcoólicas e não alcoólicas. O nível da experiência varia diretamente com o tipo de acesso, um lounge de companhia premium via bilhete de executiva tende a superar consistentemente um lounge genérico via cartão.
6.Vale a pena pagar um day pass?
Depende da duração da espera e do aeroporto. Para esperas acima de duas horas em aeroportos com boa infraestrutura de lounge, o day pass costuma se pagar pela refeição e pelo ambiente de trabalho. Para quem viaja com frequência, um cartão premium com visitas incluídas tende a ser a opção de melhor custo-benefício no longo prazo.
Nota sobre informações marcadas com asterisco (*): os itens sinalizados envolvem cotas de visitas e políticas de acompanhantes que variam por banco emissor e são revisadas com frequência, especialmente diante da onda de cortes de benefícios observada em 2025 e 2026. Confirme diretamente com o banco ou o programa antes de orientar qualquer cliente.
- Política de acompanhantes do Itaú The One por segmento (Personnalité: 12 acessos/ano; Private: 20 acessos/ano): https://www.itau.com.br/personnalite/cartoes/theone
- Confirmação em fórum especializado sobre a diferenciação de cotas entre os segmentos Personnalité e Private do The One: https://altarendablog.com.br/2025/01/09/mastercard-black-the-one-personnalite-com-20-acessos-em-salas-do-loungekey-para-convidados/
- Cotas de visitas por banco emissor para Mastercard Black e Visa Infinite, e política de acesso do Amex Centurion: não localizadas em fonte oficial única e atualizada nesta revisão, por variarem individualmente por instituição; confirmar diretamente com cada emissor.